Radio Palavra

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Desperta Débora: Orando por nossos Filhos (Encontro em Cataguases)



Desperta Débora é um movimento de oração cujo alvo é despertar milhares de mães comprometidas em orar 15 minutos por dia, para que Deus opere um despertamento espiritual sem precedentes na história da Juventude Brasileira.

OS ALVOS DAS NOSSAS ORAÇÕES

A conversão dos nossos filhos;
A restauração dos que estão desviados dentro e fora das igrejas;
O despertamento missionário de 50.000 jovens - Um compromisso missionário para o resto de suas vidas, se tornando um "Jovem, Geração Compromisso". Se tornar um missionário na sua escola, em outra cultura, um pastor, um fazedor de tendas (aqueles que tiram sustento do próprio trabalho), e/ou um mantenedor de missões.
A consagração da Geração Compromisso - Um avivamento das escolas e das universidades, local onde os filhos passam a maior parte do dia, e onde há grande influência de vícios, materialismo e mensagens anticristãs em geral.

Todos as QUINTAS- às 14:30 hs







segunda-feira, 5 de julho de 2010

DEIXA FALAR


Uma das lições mais difíceis da vida é conseguir manter a serenidade e o bom humor enquanto sabemos que alguém fala mal de nós. Somos, às vezes, capazes de suportar tudo, menos a língua que se volta contra a nossa pessoa.

Saber lidar com esta situação é um sinal de que compreendemos que sempre teremos oposições, haverá pessoas que não gostam de nós, e que vez ou outra seremos mal compreendidos. E não é qualquer um que passa por essa prova com um espírito manso e tranqüilo.

Muitos falam por presunção, outros por estreiteza da alma, outros porque têm baixa auto-estima e ao falar de alguém se sentem de alguma forma superior – é uma compensação que dá um prazer momentâneo. E por último, falam, por uma razão muito simples: nós também erramos – e é muito importante admitir isso.

Não ceda ao impulso de responder à altura, de revidar, de dar o troco. Pelo contrário, amontoe “brasas” na cabeça de quem fala. Demonstre sua fé Naquele que reina, sabe todas as coisas e que pesa o coração. Esqueça, e dê de ombros, pois se falaram é porque Deus permitiu e o Senhor pode transformar aquilo que foi “mal dito” em “bem dito”.

Se chamaram a Jesus de glutão e beberrão, se rangiam os dentes contra Davi, se Eliseu foi zombado por ser careca, se a Paulo chamaram de louco, se Ana estava no templo orando em voz baixa e o sacerdote Eli achou que ela havia “tomado todas”, se a Timóteo desprezaram porque era jovem demais, se os próprios irmãos de Moisés – Miriam e Arão – reclamaram dele, e se os melhores amigos de Jó insistiam que tinha coisa errada em sua vida, então você está em boa companhia.

Não perca um só minuto de sono pelo que disseram de você. Em Eclesiastes diz: “Não apliques o coração a todas as palavras que se dizem” (Ecl 7.21).

Quando o rei Davi passava com sua comitiva por uma cidade, saiu um homem, cujo nome era Simei, que amaldiçoava o rei, atirava pedras sobre ele e dizia repetidas vezes: “Fora daqui, homem de sangue, homem de Belial” (2Sm 16.7). O chefe da guarda de Davi indignou-se e disse “Por que amaldiçoaria este cão morto ao rei, meu senhor? Deixa-me passar e lhe tirarei a cabeça”. Mas Davi dá uma resposta surpreendente: “Deixai-o; que amaldiçoe, pois o Senhor lhe permitiu. Talvez o Senhor olhe para a minha aflição e me pagará com bem a sua maldição deste dia” (2Sm 16.12).

Nos desígnios ocultos de Deus foi permitido que aquele homem, dotado de maldade em seu coração, proferisse aquelas palavras. O motivo? Deus se serve do coração dos maus para transformar a maldição intentada em bênção divina. Davi sabia disto, conhecia o seu Senhor, e deu de ombros à maldição imprecada contra ele.

Creio que devemos agir assim também. Deus se agrada em consolar e abençoar aos seus filhos que tem sofrido pela maldade de outros. Só o Senhor pode transformar maldição em bênção. Por isso, se falarem mal de você por agir em amor, glorie-se no Senhor, pois Ele permitiu para dar-lhe consolo e para que você busque somente o louvor que vem da parte Dele..

Certa manhã um pai convidou o seu filho para um passeio no bosque. Em certo momento o pai parou e perguntou: - Você ouve alguma coisa?

E o filho respondeu: - Estou ouvindo um barulho de carroça.

-Isso mesmo, disse o pai, e uma carroça vazia.

O menino então pergunta: como você pode saber se a carroça está vazia?

Ora, o pai respondeu. É muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia, maior o barulho que faz. Aprenda a lição, filho:

- Quando a pessoa fala demais, grita – com o propósito de intimidar – trata o próximo com grossura, e quer demonstrar que é dono da verdade absoluta, lembre-se da carroça vazia.

Aniversariantes do Mês de Julho


Andréia Lúcia Vicente

03

Adenilson Altair Dutra

04

Carlos Alberto Borges

08

Elizângela Al. Dos Santos

08

Vander Carvalho de Oliveira

10

Edith de Deus Rosa

11

Beatriz Felizardo da Costa

11

Aniversário de Casamento do Pastor e Suellen

12

Mariana Joinhas

13

Suellen Karen O. de Carvalho

13

terça-feira, 29 de junho de 2010

III - Show Gospel em São Geraldo (Realização Igreja Metodista Wesleyana)








A pedra no meio do caminho

Não é uma experiência agradável encontrar uma pedra no caminho, principalmente quando está indo tudo muito bem em nossa vida. Pedra é sinônimo de obstáculo, de sofreguidão, de esforço. Normalmente lidamos mal com os obstáculos, nos desconcertamos, perdemos o ânimo, vacilamos.

É quase inaceitável para um cristão o surgimento de um obstáculo repentino no caminho. Talvez porque cobramos muitas facilidades de Deus para a nossa vida. E, se de repente, isso não acontece, nos questionamos se Deus não “falhou” ao permitir que tal infortúnio nos incomodasse.

Num mundo que vende facilidades e numa religião cristã buscada por muitos somente para solução de problemas, é constrangedor a interposição de um obstáculo entre nós e nossos objetivos. Só conseguimos viver bem num mundo espiritual de causa-e-efeito regido pela lógica do – “se fiz tudo certo, porque algo haveria de dar errado?”.

Topar com uma pedra no caminho é visto, espiritualmente, como um desgaste desnecessário, um “azar” que nada tem de produtivo. Aquilo passa a ser uma fixação na alma do cristão, do mesmo modo como foi para o poeta Drummond, nesse desconcertante poema:

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra

Não é fácil aceitar a existência dessa pedra. Ela paralisa, ela fascina, exerce poder sobre nós. Infelizmente, sempre há uma pedra no meio do caminho que não era esperada. A pedra da traição do cônjuge. O diagnóstico médico daquilo que mais temíamos. O acidente sofrido. O fim de um longo relacionamento amoroso.

Há os que reagem com fatalismo. A frase preferida desses é – “Tudo comigo é difícil!”. E suas preces: “Oh Deus, nada dá certo para mim!”.

Há ainda quem veja na pedra o desvanecer de toda esperança, onde até mesmo a morte é vista como alívio: “Não vejo mais saída... não vejo retorno... não vejo remédio...”.

Uma pedra pode adquirir um significado diferente para cada um: Jacó usou uma como travesseiro. Davi usou uma como arma. Para o pedreiro é material de construção, para o de ânimo dobre pedra é um obstáculo que o impede de continuar o caminho, mas para quem aceita desafios a visão dessa mesma pedra lhe enche de ânimo e vontade de sobrepujá-la.

A pedra no meio do caminho tem o poder de revelar quem somos. Pois é justamente diante do abandono, diante da perda, diante do mais irremovível obstáculo que mostrarei quem eu sou, em que confio e como o meu eu reage diante de situações limites da vida.

Não seria essa pedra no meio do caminho uma oportunidade que Deus nos dá para nos conhecermos? Não é essa pedra que vai apontar para o mais profundo de nosso âmago e tirar das sombras aquele ser exposto em sua total fragilidade, desprotegido e ansioso para que possa ser curado?

Pedra, quando é obstáculo, torna-se obsessão. O poeta não consegue tirar a pedra nem de suas retinas fatigadas nem de seus pensamentos. É impressionante como nos deixamos fixar pelas pedras no caminho. Deus coloca flores ao longo da estrada, há riachos, há sol, há a paisagem, há a bênção divina sobre nós, há a graça, há as promessas, mas o que se imprime indelevelmente em nossos olhos cansados é a pedra. Aonde vamos carregamos essa pedra que surgiu no meio do caminho. Nossos olhos não se fixam no Cristo ressurrecto, mas na pedra do caminho, não olhamos para o Alto, mas para o chão.

Não há personagem do NT que mais tenha encontrado pedras no caminho que o apóstolo Paulo: naufrágios, açoites, prisão, fome, perigo, nudez, espada, e ao final de seu ministério não encontramos um grito retumbante de sucesso, mas um breve lamento por aqueles que o abandonaram. Entretanto ele não se deixa amargurar, nem fascinar. Ele é capaz de reconhecer a presença companheira de Cristo, ao seu lado, é capaz de nos animar e dizer “Alegrem-se, alegrem-se no Senhor, pois a mim não me desgosta”.

A pedra no meio do nosso caminho é um convite a olharmos para Deus. Havia uma pedra entre Jesus e Lázaro morto. Mas Jesus sabe que ela não pode impedir a ação de Deus, e ordena aos homens – “tirem a pedra”. Tirar a pedra é o ato humano que permite iniciar o milagre divino.

Não fique estancado diante da visão de uma pedra, mas continue caminhando. Também não se deixe enredar pela presença desse obstáculo, mas aprenda a se deleitar com as flores do caminho.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Crecer Dói

"E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça...."

Há um livro interessante que acabou virando filme, chamado "O Tambor", do alemão Günter Grass. É a história de um menino teimoso que recusava-se a crescer. Quando queria alguma coisa pegava seu tambor e ficava batendo com um cabo de vassoura sobre ele até que alguém o atendesse. E já com idade adulta tinha a aparência e o corpo de uma criança.

Às vezes penso que é menos penoso continuar sendo o que sempre fomos. Para que arriscar? Para que sair do porto seguro e singrar por rios perigosos e traiçoeiros, que não conhecemos bem? Para que sair do aconchego dos pensamentos que trazem sossego à alma, e aventurar-se por abismos e montes escarpados? O senso comum diz que viver na planície é mais seguro que escalar as altas montanhas.

Há cristãos que gostam de viver nas planícies - as montanhas lhes dão vertigens. Há cristãos que recusam-se a sair da segurança encontrada nos limites do terreno em que ele mantém controle, e sair fora dessa área demarcada na alma é inimaginável para ele. É o medo de "perder" a identidade, é o medo do novo, o medo do não conhecido.

Crescer é "abandonar" posições confortáveis, é deixar o que é seguro, é começar a subir em direção ao ar rarefeito dos altos montes. Crescer é recusar a permanecer no conquistado, é romper com o passado, uma ruptura que vai levar a uma descontinuidade da rota até então vivida. Crescer dói porque nos leva a dar um passo quando queríamos ficar parados. Os fariseus foram incapazes de entender o que Jesus dizia e fazia porque reusaram-se a dar o segundo passado, a andar a segunda milha...

Todos os seres vivos, animais e vegetais e até mesmo os minerais têm em si o potencial de crescimento. Uma semente de laranja carrega em si a potencialidade de um pé frondoso carregado de frutos. Um pires com água e sal deixado por alguns dias começa a produzir pequenos cristais de sódio. Todas as plantas crescem em direção ao sol.

Creio que o cristão traz em si a capacidade de crescimento que o Espírito nos dá. Se não temos crescido devemos olhar o que tem impedido esse processo. Muito provavelmente desenvolvemos "apegos" à nossa forma de ser. Eles funcionam como laços que nos impedem de dizer adeus à nossa infância, aos nossos quereres, às manhas e manias, à forma fixa de pensar. Não raro vemos adultos carregando sombras não resolvidas do passado que assombram o presente, vemos homens e mulheres incapazes de um relacionamento saudável por conta de resquícios infantis, que tinham sentido lá atrás, mas agora só trazem complicações.

Paulo diz que ele plantou, Apolo regou, mas Deus é quem dá o crescimento. Todo pai quer ver seu filho crescendo. É o processo natural. Mas quando vemos, nas regiões subnutridas de nosso país, pessoas que não crescem devido ao nanismo - doença que causa um baixo desenvolvimento corporal - logo, ficamos imaginando que pode estar havendo no meio evangélico um "nanismo espiritual", provocado por uma alimentação inadequada ou por um desejo próprio, mas oculto da consciência, de permanecer "ad eternum" no mesmo estágio.

Todos os autores bíblicos exaltaram a profundidade do conhecimento e das maravilhas de Deus. É quase uma afronta, diante do Rei, ficar na superfície, viver de modo fútil, brigar por bobagens, contentar-se com a mediocridade, buscar repetir experiências que, no passado, tiveram seu significado, mas hoje não tem mais...

Obsessão pelo passado, ou tentar encontrar no presente imagens de um passado que já se foi podem indicar um estratagema mental para não olhar para frente, e com isso não ter a responsabilidade de crescer. "Anões espirituais" recusam-se a quebrar paradigmas, a ir além do que foi dado. Não há coragem para invocar a Deus e pedir-lhe para revelar-nos coisas novas e ocultas que não sabemos (Jr 33.3).

Crescer dói, mas sem crescer não há como alcançar a estatura que Deus deseja para nós.

III - Encontro de Casais

O Ministério de Casais esta de Parabéns pela Organização.
Esta noite especial em data tão significativa, no “Dia dos Namorados", reservou para todos os casais experiências inesquecíveis. Mais de quarenta casais fizeram presentes.
Após as palestras sobre o tema Amor e Respeito, fomos servidos com um cardápio de dar "água na boca": arroz, fricassé de frango, pene ao molho de 4 queijos, lombo assado ao molho de laranja e carne ao molho madeira - uma delícia! ( seguidas de uma sobremesa deliciosa aonde os casais se deliciou com as frutas banhadas no chocolate). Para fechar com "chave de ouro", a Irmã Suellen promoveu, juntamente com a Paula, que preside o Ministério de Casais, um sorteio com prêmios doados por empresas de Visconde do Rio Branco (produtos de beleza, e atendimento especial e gratuito em casas do ramo, para tratamento de beleza, massagens, e de cabelo, e uma diária no hotel). Foi tudo muito bom!





casamento

Tendo recebido uma certidão de casamento, e geralmente, a bênção do padre ou do pastor, um homem e uma mulher se consideram casados. Fulano e Beltrana se casaram sábado passado, ou estamos casados há 13 anos são expressões que denotam nossa compreensão do que seja casamento.

O referencial da Bíblia Sagrada, conforme o Gênesis, possibilita outra compreensão. A declaração bíblica de onde derivamos um conceito de casamento afirma que o homem deve deixar pai e mãe, unir-se à sua mulher e então serão uma só carne. Podemos sintetizar isso em três palavras: autonomia, aliança e intimidade. Deixar pai e mãe implica emancipação. Unir-se à mulher implica compromisso conjugal: assumir o mesmo jugo, andar no mesmo passo, partilhar o ônus e bônus da existência comum. Ser uma só carne é uma referência ao que acontece quando do ato sexual pleno, considerado a mais densa intimidade possível entre um homem e uma mulher. Para que exista casamento é necessário que os três ingredientes estejam integrados de forma dinâmica: autonomia, aliança e intimidade.

A realidade demonstra que muitos que se consideram casados ainda não deixaram pai e mãe, isto é, não se emanciparam, ainda são dependentes emocional, social, economicamente. Outros, se emanciparam, mas não se uniram, isto é, passaram a viver juntos mas continuam com biografias independentes, cada um construindo sua interioridade e seu futuro em bases distintas e às vezes antagônicas. Mais comum são os que se tornaram uma só carne pelo ato sexual, mas nem se emanciparam nem fizeram uma aliança entre si.

Em síntese, para a maioria, senão para a totalidade dos casais, o casamento é um processo que leva tempo, não raras vezes muito tempo. O "dia do casamento", no cartório e na igreja, apenas inicia um processo de emancipação, aliança e intimidade. Felizes os casais que assumiram este compromisso e foram se casando aos poucos, continuam se casando todos os dias, e mais ainda aqueles que conseguem dizer: "finalmente, estamos casados".

Seja, pois, a graça de Deus sobre todo casal que se dispôs a colocar os pés nesta trilha da comunhão que somente a morte pode encerrar.